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1.A UFSM pode prestar serviços a instituições?
Por força do Art. 8º da Lei de Inovação, a UFSM passa a ter autorização legal para prestar serviços como fornecedora de tecnologia, viabilizando a prestação de serviço científico, tecnológico e desenvolvimento de tecnologia, produto ou processo à instituições públicas e privadas.

2.Quais os tipos de serviços que poderão ser prestados?
As obrigações contratadas podem se referir às atividades como: encomenda de pesquisa ou parte dela; assistência técnica e científica; assessoria; consultoria; manutenção; suporte técnico; implantação de tecnologia, de programa de computador; treinamentos; hospedagem de site, de base de dados, de software. (PIMENTEL, Luiz Otavio. Manual Básico de Acordos de Parcerias de PD&I: aspectos jurídicos. Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia. Porto Alegre: EDIPUCRS,2010.)
Poderão ser ainda encomendadas criações às ICT’s, no conceito clássico definido pela LI como “invenção, modelo de utilidade, desenho industrial, programa de computador, topografia de circuito integrado, nova cultivar ou cultivar essencialmente derivada e qualquer outro desenvolvimento tecnológico que acarrete ou possa acarretar o surgimento de novo produto, processo ou aperfeiçoamento incremental, obtida por um ou mais criadores”

3.Como funciona a retribuição na prestação de serviços?
Nessa modalidade de contratação, entidades públicas ou privadas solicitam às IFES a prestação de determinado serviço que pretendem seja realizado e devem retribuir, de forma justa, mediante importância financeira ou fornecimento de bens.
Concluído o serviço e satisfeita a contraprestação, exaure-se a relação contratual.
Em tese, portanto, um contrato dessa natureza não admitiria a pesquisa da qual pudesse resultar inovação com participação das IFES nos ganhos econômicos decorrentes da exploração comercial da criação. A natureza contratual seria, então, de parceria. (BOCCHINO, Leslie de Oliveira [et al]. Publicações da Escola da AGU: Propriedade Intelectual conceitos e procedimentos – Brasília: Advocacia-Geral da União, 2010.)